
DIGA 33 – POESIA NO TEATRO
19.05.2026
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Bilhete: 4€
Teatro da Rainha
Se fosse vivo, Pedro Oom completaria 100 anos no próximo dia 24 de junho. Dele se diz, meio a brincar, meio a sério, que morreu de felicidade a 26 de Abril de 1974. Estava com amigos, no Restaurante 13, a festejar a chegada da liberdade ao país. A sua obra literária, poética e panfletária, ficou dispersa, dela se tendo feito uma reunião no volume Actuação Escrita 1, publicado pela & etc em 1980. Como tantos dos nossos surrealistas, Oom começou por estar ligado ao neo-realismo, mas acabou como inventor do abjeccionismo: «Que pode fazer um homem desesperado, quando o ar é um vómito e nós seres abjetos?» Sobre ele e a sua obra nos vem falar Maria de Fátima Marinho (1954), Professora Emérita da Universidade do Porto, doutorada com tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-Reitora da UP, até 2018. Em novembro de 2015, foi condecorada pelo Governo Francês com as insígnias de Officier de l’Ordre des Palmes Académiques. É autora de vários livros, de entre os quais se salientam: Herberto Helder, a Obra e o Homem (1982); O Surrealismo em Portugal (1987); A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade (1989); O Romance Histórico em Portugal (1999); Um Poço sem Fundo – novas reflexões sobre literatura e história (2005); History and Myth – the presence of national myths in Portuguese Literature (2008); Camilo Castelo Branco e a atração dos abismos (2022). A sua actividade – que inclui ensaios publicados em inúmeras revistas – centra-se nos estudos dos séculos XIX – XXI: poesia, romance e romance histórico.
Programa elaborado por: Henrique Manuel Bento Fialho | Organização: Teatro da Rainha


